O caminho que pode ser trilhado não é o verdadeiro Caminho; o nome que pode ser nomeado não é o verdadeiro Nome. Sem nome, é a origem do céu e da terra; com nome, é a mãe de todas as coisas. Talvez exista ainda um "Nome", chamado a Ovelha Negra da Floresta que gera mil filhos e netos, quem sabe... "Eu alcancei o Caminho! Eu alcancei o Caminho! Haha! Hahaha! Gaa— gaa— gaa—!!!" Ao observar o companheiro abrir o crânio, rasgar as costelas, transformar a carne em asas e voar pelos céus, Li Fan, ainda abalado, interrompeu a pregação daquele dia. "Ah, não se pode mais explicar o Clássico da Virtude e do Caminho de qualquer jeito... lá se foi mais um à loucura..."
Sem desejo, contempla-se o mistério; com desejo, observa-se o limite.
Monte do Bambu Negro.
Um lugar de três mil li, duas montanhas com catorze picos, onde bestas demoníacas vagueiam, venenosos miasmas se espalham, raramente habitado por gente.
Entre essas montanhas abruptas, picos perigosos, florestas de bambu negro e mares de canas, foi escavada à força humana uma clareira de um acre.
No centro da clareira, uma construção de palha, um altar e uma estátua: ergue-se uma representação do Soberano Demônio, com oito braços e seis cabeças, de aparência nada humana.
Ao redor do altar, em quatro lados, sete filas verticais e sete horizontais, quarenta e nove almofadas de meditação, dispersas como estrelas no céu.
No momento, diante do altar, há apenas um velho sacerdote de túnica escura, com uma espada de madeira vermelha de três pés e sete polegadas no colo, uma folha de bambu entre os lábios, cabeça caída, cochilando devagar.
Dormia tranquilo quando, das profundezas da floresta de bambu, ressoaram três toques metálicos e dois sons de sinos.
O velho sacerdote ergueu o nariz, levantou a cabeça, e, ao estalar os dedos, parecia tocar uma corda ao vento.
A floresta de bambu começou a murmurar, e logo sombras humanas surgiram; um grupo de visitantes saiu dentre as canas.
À frente, três ascetas de túnicas negras e coroas azuis, com rostos cobertos por tecido de brocado. O do meio, nas costas, trazia uma espada de moedas de bronze de três pés e três polegadas, presa por um cordão vermelho ao ombro. Os outros dois, à esquerd