Neste mundo, os humanos não estão sozinhos. Talvez eles estejam bem ao seu lado, apenas invisíveis aos seus olhos.
30 de abril, terça-feira.
O Dia do Trabalhador se aproximava e os estudantes que voltavam para casa lotavam a frente do portão da escola, esperando pelo semáforo. Outros escoavam pelos dois lados do portão, tingindo por um momento as ruas de azul e branco.
Zhou Li caminhava lentamente pela sombra das árvores na calçada, com a luz e as sombras se alternando à sua passagem, sem pressa alguma.
Depois de andar um pouco, tirou o uniforme escolar e o pendurou no braço. Sem perceber, ergueu o rosto para o céu.
O céu estava límpido e claro, sem uma única nuvem.
Zhou Li baixou a cabeça.
O verão este ano parecia demorar a chegar.
Já começava a fazer calor.
Chegando a um cruzamento, Zhou Li virou a cabeça para observar o fluxo de carros. Ao seu lado, alguns estudantes discutiam sobre onde ir para passar a noite jogando e comentavam sobre jogos. No ar, flutuava um perfume doce e delicado; ao olhar para trás, Zhou Li percebeu que as árvores plantadas à beira da rua estavam floridas, com cachos de pequenas flores brancas de aroma suave.
"São flores de acácia", pensou.
A acácia é comum como árvore de rua nas cidades do norte, mas rara no sul. Na cidade onde Zhou Li vivia, só algumas ruas próximas à escola tinham acácias; nas demais, predominavam as pequenas figueiras e gingkos.
Este ano, as flores delas também pareciam ter desabrochado mais tarde.
Quando atravessava o cruzamento, uma melodia vaga e indistinta veio flutuando, chegando aos ouvidos de Zhou Li. A canção era simples e antiga, mas bonita.