Após trabalhar durante muitos anos numa grande cidade, Aureliano Muyang retorna à pequena vila de pescadores que o viu crescer. No caminho de volta, sofre um ataque e cai ao mar, iniciando assim uma lendária jornada digna de uma carpa saltando pelo Portal do Dragão... Tesouros incontáveis nas profundezas do oceano, miríades de peixes nas águas rasas, o mar misterioso e a vida exuberante e colorida; a pesca tradicional das famílias ribeirinhas, o cultivo sereno nos vales das montanhas, o bucólico cenário campestre e a simplicidade do interior; mascotes encantadoras, o horizonte onde céu e água se confundem, a natureza vibrante e as paisagens majestosas deste vasto país. Uma vida extraordinária começa a se desvelar lentamente! Obra irmã de “O Campo Dourado dos Pescadores”, esta narrativa oferece uma nova e envolvente interpretação de uma existência à beira-mar: experiências mais interessantes, conteúdo mais rico e uma visão de mundo mais ampla!
O sol castigava impiedosamente a terra e o mar. Embora estivéssemos apenas em junho, a cidade de Mar Vermelho já enfrentava calor intenso.
Mu Yang caminhou pelo cais, observando ao redor distraidamente. Nada parecia ter mudado desde que deixara sua terra natal há cinco anos: a superfície turva do mar abrigava dezenas de embarcações, a maioria jangadas, pequenos barcos a motor e botes de pesca; barcos grandes eram raros.
Aquele pequeno porto se chamava Passagem do Rei Dragão, e o vilarejo onde cresceu chamava-se Vila Cabeça de Dragão, nomes intrinsecamente ligados — dizia-se que, nos tempos das dinastias Ming e Qing, um dragão teria aparecido naquela região. Conta a lenda que o dragão emergiu das profundezas, voou sobre o cais, deixando o nome de Passagem do Rei Dragão. Antes de ascender aos céus, pousou onde hoje fica o vilarejo, que por isso recebeu o nome de Vila Cabeça de Dragão.
Enquanto Mu Yang recordava, em pensamento, as histórias que ouvira desde menino, um pequeno barco de ferro, equipado com motor externo, atracou no cais.
Assim que parou, um jovem de pele bronzeada, aparentando uns vinte e sete ou vinte e oito anos, gritou do convés:
— Balsa, balsa! Cabeça de Dragão, Vila da Família Shi, Vila Praia da Frente! Alguém indo para algum desses lugares? Quem for, corra para comprar o bilhete, o barco não espera!
Um grupo de turistas, cerca de dez pessoas, aproximou-se. Alguém perguntou:
— Capitão, quanto custa até a Vila Praia da Frente?
O jovem lançou-lhes um olhar e, com voz grave, respondeu:
— Quarenta por cab