Quando o soberano domina o mundo, a glória se espalha por todos os cantos. Eu sou o soberano, eu sou a glória, trilho meu próprio caminho e testemunho minha majestade. Esta história é inteiramente fictícia; qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.
Arrastando o corpo cansado para dentro de casa, afrouxou a gravata e se largou de modo indolente no sofá. O dia de trabalho finalmente chegara ao fim.
Observando que seus colegas, que entraram na empresa ao mesmo tempo que ele, já assumiam cargos de liderança, a amargura e frustração se acumulavam em seu peito dia após dia.
“O presidente diz que não tenho capacidade, que ando curvado por onde passo, que não tenho pulso firme, sou de natureza dócil, pareço uma moça. Se eu acreditar nas palavras do presidente, minha vida estará arruinada. Você acha que escolhi ser assim? Para erguer a cabeça e manter o peito erguido, é preciso ter base! Ah! O destino inveja os talentosos! Melhor ir alimentar o templo dos cinco órgãos primeiro!”
César, jovem promissor, trabalhador nato, de temperamento direto, dizia o que ninguém ousava, fazia o que outros temiam, e, após ponderar, arriscava sem hesitar. Com o tempo, tornou-se o bode expiatório. As coisas boas nunca lhe cabiam; quando era preciso criticar, era sempre o primeiro.
Foi à cozinha, preparando-se para fazer um miojo; esta noite, iria se acomodar com isso.
“Hmm? Por que o plugue do bebedouro está fora da tomada?” Ao pegar o miojo, notou o plugue caído no chão.
Suspirou, pensando que quando alguém está com azar, até um plugue se torna seu inimigo.
Um grito de dor ecoou, seguido de um baque: César foi eletrocutado e caiu no chão, inconsciente.
Naquele momento, seus pensamentos se confirmaram: quando o azar o persegue, até as tarefas mais simples se tornam imprevisíveis.
A alma va