Existem cinco casas em Hogwarts, isso é um fato conhecido por todos. Portanto, começar a história em Azkaban não é nada estranho, certo? Assim que William abriu os olhos, percebeu que estava em Azkaban. Pouco depois de um prisioneiro chamado Mondungus deixar a prisão, acontecimentos estranhos começaram a ocorrer, e uma reunião de recrutamento muito peculiar foi realizada de repente. “O quê? Hogwarts está contratando professores?” “Em Azkaban?” “Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas?”
As notas de Tom nas provas de magia não foram das melhores, mas... — William estava sentado junto à única janela do cárcere por onde entrava a luz do sol, contando histórias com toda seriedade para os outros prisioneiros ao redor. Contudo, dessa vez, mal havia começado, foi interrompido pela algazarra de um dos detentos.
— Prova de magia? Que prova? O.N.I.M. ou N.U.M.E.?
— Cala a boca, quem está contando sou eu ou você? — William lançou um olhar impaciente ao prisioneiro mais barulhento, que apenas encolheu os ombros, sorrindo sem jeito.
— Cof, cof — William limpou a garganta, atraindo novamente a atenção dos ouvintes antes de retomar: — As notas de Tom nas provas de magia não foram das melhores, mas pelo menos garantiram sua entrada em Hogwarts.
— Hogwarts não faz provas! Os calouros aprovados recebem a carta entregue diretamente por uma coruja! — protestou o mesmo prisioneiro, insistente.
William ficou em silêncio por um momento, encarando o sujeito teimoso.
— Quebrem ele!
Era só uma história, pensou William, tentando criar um contexto que desse alguma imersão aos ouvintes. Não precisava de alguém ali só para apontar falhas.
Além do mais, se havia algum erro, não era culpa dele. Seu conhecimento de Harry Potter limitava-se a ter visto apenas um dos filmes; lembrar-se do nome "Hogwarts" já era uma vitória. Acordar em Azkaban ao chegar a esse mundo já era ruim o suficiente. O simples fato de conseguir reunir ânimo para contar histórias era admirável; exigir precisão nos detalhes era demais.
Se não fosse pela