Se o marido ganha um milhão por ano, você estaria disposta a ficar em casa em tempo integral, cuidando do marido e dos filhos? Lin Yuechu, vinda de uma família monoparental, deu sua própria resposta. Aos 27 anos, casou-se por amor. Aos 28, uma adorável princesinha veio ao mundo. Aos 31, tinha um casal de filhos, para inveja de todos. Aos 32, a vida estava arruinada! Lin Yuechu tinha três sonhos: liberdade no casamento, liberdade para o útero e liberdade para a pimenta. Esses sonhos ficaram presos na cozinha de um espaço apertado, presos na rotina de arroz, lenha, óleo e sal, presos em um corpo volumoso de cento e oitenta jin, presos em cento e noventa e quatro sopas de cozimento lento ao longo de trezentos e sessenta e cinco dias. Lin Yuechu, vencedora da vida aos olhos dos outros, decidiu emagrecer, voltar ao mercado de trabalho e se divorciar. Com refeições terapêuticas na mão esquerda, e sopas dos vinte e quatro períodos solares na direita, ela fez do seu caldo o centro das atenções.
1 de setembro de 2021.
Na entrada do Jardim de Infância Aurora, às quatro da tarde, o pico do trânsito começava cedo. Trata-se de uma escola privada bilíngue, não subsidiada, com mensalidade de cinco mil, mas nem isso consegue conter o entusiasmo dos pais. É a escolha das famílias de classe média da capital.
Lin Yuechu empurrava um carrinho de bebê sobrecarregado, movendo-se agilmente entre a multidão. No carrinho, seu bebê de um ano, babando, sentia a emoção do vento. Aproveitando uma promoção online, Lin Yuechu comprara fraldas e leite em pó em excesso. Devido à epidemia, as entregas não chegavam até a porta de casa, ficando acumuladas na prateleira comunitária do condomínio. Lin Yuechu teve que enfiar tudo embaixo do carrinho, quase não conseguindo chegar a tempo para buscar sua filha mais velha, Yao Yao, na escola.
A fila era longa. Lin Yuechu, com suas mãos gordas e marcadas, acenava para a filha. Com a mão esquerda empurrava o carrinho, com a direita tentava segurar a criança; na alça do carrinho pendia uma garrafa térmica, e ela já estava suada.
Yao Yao veio andando, cabisbaixa, ignorando a mão da mãe, caminhando à frente. Lin Yuechu reparou no rabo de cavalo alto da filha, balançando como um pêndulo. Que idade cheia de vigor! Sentindo o desânimo da filha, Lin Yuechu tentou puxar conversa: “Yao Yao, aconteceu algo divertido na escola hoje?” “Não”, respondeu Yao Yao, mecanicamente, ainda aborrecida.
“Você respondeu bem às perguntas? A professora te elogiou?” Lin Yuechu sabia bem o valor do incentivo. A filha sempre gostava de compartil